A gastronomia do Minho
O Minho é, para muitos, a capital gastronómica de Portugal. Sabores intensos, porções generosas e receitas transmitidas de geração em geração fazem desta região um destino obrigatório para qualquer amante de boa comida.

Pratos típicos que tem de provar
Rojões à minhota
Cubos de carne de porco fritos lentamente na sua própria gordura, servidos com castanhas e batatas. É o prato-bandeira do Minho — reconfortante, saboroso e impossível de comer só uma porção.
Bacalhau à Narcisa
Nasceu em Braga, no restaurante Narcisa, nos anos 30, e hoje faz-se em toda a região. As postas de bacalhau são fritas em azeite e servidas com batatas e cebola às rodelas, também fritas, tudo regado com o azeite temperado. Simples e perfeito.
Cabrito assado no forno
Especialidade das zonas serranas, o cabrito é assado lentamente com batatas, temperado com alho e ervas da região. Imperdível nas épocas festivas.
Papas de sarrabulho
Para os mais aventureiros: um prato tradicional minhoto feito com sangue de porco, pão de milho e especiarias. É uma experiência gastronómica autêntica.
Arroz de pato à moda de Braga
Cremoso por dentro, crocante por cima. A versão bracarense é considerada por muitos como a melhor do país.

Doçaria
- Torta de Guimarães — massa finíssima crocante com recheio de ovos. A rainha da doçaria vimaranense.
- Toucinho do céu — bolo de amêndoa denso e húmido, herança conventual.
- Pudim Abade de Priscos — pudim de toucinho com caramelo, receita centenária de Braga.
Vinho Verde
O Vinho Verde é o vinho da região por excelência: fresco, leve e perfeito para acompanhar a gastronomia minhota. A Casa do Xico fica dentro de uma quinta vinícola do século XVIII, em plena Região dos Vinhos Verdes, e daqui pode:
- Passear pelas vinhas da quinta
- Visitar as quintas da região que fazem provas e visitas à adega, com o nosso guia de enoturismo no Minho
- Ficar cá durante a época da colheita, entre o final de agosto e o início de outubro
Onde comer na região
Estes são os restaurantes de que a Isabel, da Casa do Xico, mais gosta na zona. São quase todos familiares e é ela quem os frequenta.
| Restaurante | Onde fica | Distância | Prato a pedir |
|---|---|---|---|
| Pirâmide do Egipto | Moreira de Cónegos | cerca de 10 min | Polvo, peixe e carne |
| S. Gião | Moreira de Cónegos | cerca de 10 min | Cozinha tradicional e internacional, um dos melhores restaurantes de Portugal. Faz take-away |
| Antigo Nora do Zé da Curva | Guimarães | 15 min | Comida tradicional. É importante pedir o “antigo”, há um mais recente com o mesmo nome |
| Águia d’Ouro | Caldas de Vizela | cerca de 15 min | Casa familiar, já na segunda geração |
| O Tosco | Riba de Ave | cerca de 10 min | Vitela, picanha e bacalhau. Faz take-away |
| Arcoense | Braga | 30 min | O nosso favorito: certificados, produção própria de porco bísaro |
Os que fazem take-away valem a pena assinalar: pode encomendar e vir comer à Casa do Xico, com a mesa posta no jardim ou junto à piscina.
Se preferir ficar mais perto, o centro histórico de Guimarães, a 15 minutos, tem tabernas e casas de cozinha tradicional, e nas aldeias em redor há tascas com menu do dia a preços bem mais baixos.
E se preferir cozinhar, a Casa do Xico tem cozinha totalmente equipada e uma horta biológica com ervas aromáticas e legumes frescos à sua disposição.
Para completar os dias: o nosso guia do que fazer em Guimarães, as praias fluviais da região para os dias quentes, e a escapadinha de 3 a 5 dias entre Guimarães, Braga e Porto.
Perguntas frequentes
Os mais representativos são os rojões à minhota, as papas de sarrabulho, o bacalhau à Narcisa, o arroz de pato à moda de Braga e o cabrito assado. Na doçaria, a torta de Guimarães, o toucinho do céu e o pudim Abade de Priscos.
Postas de bacalhau fritas em azeite, servidas com batatas e cebola às rodelas também fritas e regadas com o azeite temperado. Nasceu no restaurante Narcisa, em Braga, nos anos 30, e é hoje um dos pratos de referência da cozinha minhota. Também se lhe chama bacalhau à Braga.
O centro histórico de Guimarães fica a cerca de 15 minutos da Casa do Xico e concentra tabernas e casas de cozinha tradicional. Braga, a cerca de 30 minutos, é a referência para o arroz de pato e para o bacalhau à Narcisa. Nas aldeias em redor há tascas com menu do dia a preços bem mais baixos.
São um prato de inverno, ligado à matança do porco, e muitas casas só as servem nos meses frios. Convém confirmar com o restaurante antes de ir de propósito.
O primeiro deve ser o nosso: deixamos sempre uma garrafa de Encosta do Xisto Loureiro, da nossa própria produção, em cada reserva. Para conhecer mais, há quintas da Região dos Vinhos Verdes que recebem visitas e provas, várias delas a poucos minutos de Guardizela — reunimos as opções no nosso guia de enoturismo no Minho.